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NÃO ao fim do DECK! Agora é a vez da população ter voz!

Desde o primeiro dia de funcionamento do Deck Praia e da Mais Açaí Praia sofre perseguição de um morador que  tem promovido sucessivas denúncias  alegando incômodo com as atividades realizadas no local.

Ao longo dos meses, procurou a polícia, acionou órgãos públicos e buscou diferentes meios para tentar impedir o funcionamento de um espaço que hoje promove cultura, esporte, turismo e lazer para a população de forma gratuita.

Agora, com apoio e influência em outros setores políticos , essa mobilização avançou para novas instâncias e pode colocar em risco a continuidade de atividades que fazem parte da rotina de milhares de pessoas.

Por quase dois anos eu permaneci em silêncio. Mas chegou a hora de contar essa história.


ABAIXO ASSINADO :

Nós,  cidadãos Lagopratenses, músicos, cantores, compositores, DJs, técnicos de som, artistas visuais, pintores, fotógrafos, produtores culturais, jornalistas, expositores, artesãos, atletas, profissionais da saúde e demais agentes da cultura e esporte  de Lagoa da Prata e região, vimos manifestar nosso reconhecimento e apoio às atividades culturais desenvolvidas pelo Mais Açaí Praia e pelo Deck Praia, na Praia Municipal de Lagoa da Prata.

A Praia Municipal sempre ocupou lugar especial na vida da cidade. Muito antes de qualquer concessão, já era um espaço de encontro, convivência, esporte, lazer, cultura e expressão popular. Faz parte da memória afetiva de gerações de lagoaprateneses.

A revitalização daquele espaço, promovida por meio da concessão pública realizada pelo município e dos investimentos privados realizados posteriormente, permitiu que a Praia voltasse a cumprir sua vocação natural: ser um local vivo, frequentado pela população e aberto às manifestações culturais da comunidade.

Ao longo dos últimos anos, o Mais Açaí Praia e o Deck Praia contribuíram para transformar uma área que permanecia grande parte do tempo subutilizada em um ambiente ativo, organizado e constantemente ocupado por famílias, turistas, atletas, artistas e pela população em geral.

Nesse período, testemunhamos a realização de apresentações musicais, rodas culturais, transmissões esportivas, exposições artísticas, ações sociais, atividades esportivas, campanhas beneficentes, projetos de valorização dos talentos locais e inúmeras iniciativas que ampliaram o acesso da população à cultura e ao entretenimento.

Para muitos artistas, aquele palco representou a primeira oportunidade de se apresentar publicamente. Para outros, significou a possibilidade de manter viva sua trajetória profissional. Em ambos os casos, o espaço cumpriu um papel raro e valioso: abrir portas.

Em cidades do interior, oportunidades permanentes para artistas locais são limitadas. Por isso, todo espaço que incentiva a arte, a música, a cultura e a expressão criativa possui importância que vai muito além do entretenimento. Trata-se da formação de público, da valorização dos talentos da terra e do fortalecimento da identidade cultural do município.

Ao longo desse período, dezenas de músicos, cantores, bandas, DJs e profissionais da cultura encontraram no Deck Praia uma oportunidade constante para apresentar seu trabalho. Muitos artistas iniciaram ali sua trajetória profissional. Outros ampliaram sua visibilidade, conquistaram novos públicos e fortaleceram suas carreiras.

Além dos músicos e cantores, o local também proporcionou oportunidades para técnicos de som, fotógrafos, jornalistas, artistas visuais, pintores, expositores, artesãos e diversos profissionais que ajudam a construir a vida cultural da cidade.

Muitos desses profissionais encontraram ali visibilidade, renda, reconhecimento e a oportunidade de apresentar seu trabalho à população.

Também merece destaque o fato de que o espaço se tornou uma importante vitrine para artistas locais e regionais, permitindo que talentos da própria cidade fossem valorizados diante do público, algo que historicamente sempre foi um desafio para o setor cultural do interior.

Os investimentos realizados pelos empreendedores não se limitaram à atividade comercial. Houve investimentos em estrutura, equipamentos, paisagismo, mobiliário, segurança, organização do espaço e programação cultural, contribuindo diretamente para a recuperação e valorização de um dos principais cartões-postais de Lagoa da Prata.

Entendemos que toda atividade humana deve respeitar as normas vigentes e conviver harmonicamente com a comunidade. Entretanto, acreditamos que qualquer análise sobre o futuro das atividades culturais desenvolvidas na Praia Municipal deve considerar também sua inegável contribuição para a cultura, para a arte, para a ocupação positiva dos espaços públicos, para a valorização dos artistas locais e para o fortalecimento da economia criativa do município.

A cultura não se constrói apenas em teatros, museus ou grandes centros urbanos. Ela também nasce nas praças, nos parques, nos espaços de convivência e nos locais onde artistas e comunidade conseguem se encontrar.

A Praia Municipal de Lagoa da Prata sempre foi um desses lugares. E o Mais Açaí Praia e o Deck Praia tiveram papel fundamental para que esse espaço voltasse a pulsar culturalmente, oferecendo oportunidades para artistas, aproximando a população da cultura e contribuindo para a construção de uma cidade mais viva, mais participativa e mais conectada com sua própria identidade.

E não é só sobre cultura. A Praia Municipal também se tornou um ponto de encontro do esporte, recebendo corridas, grupos de caminhada, ciclismo, encontros de motociclistas, treinos ao ar livre e diversos outros eventos que reúnem centenas de pessoas ao longo do ano. Segundo o próprio morador, essas atividades também geram incômodo. Por isso, essa discussão vai muito além da música ou de um estabelecimento: ela envolve a forma como a comunidade utiliza um dos principais espaços públicos da cidade.

Por isso, registramos nosso reconhecimento à importância cultural da Praia Municipal e manifestamos nosso apoio à continuidade das atividades artísticas desenvolvidas pelo Mais Açaí Praia e pelo Deck Praia, sempre em observância às normas legais, mediante diálogo, equilíbrio, responsabilidade e critérios técnicos.


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Robson Moraes

Robson Moraes Almeida, Farmacêutico, Bioquimico, Retratista e Editor do Lagoa da Prata Ponto Com

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