MPMG obtém condenação de réus denunciados pela operação Reação em Cadeia
MPMG obtém condenação de réus denunciados pela operação Reação em Cadeia, de Lagoa da Prata, a 77 anos de reclusão
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve na Justiça a condenação de oito réus denunciados após a Operação Reação em Cadeia pela prática de crimes de organização criminosa, roubo majorado pelo emprego de arma de fogo e restrição de liberdade da vítima, ingresso de celular em estabelecimento prisional, entre outros crimes cometidos em Lagoa da Prata, no Centro-Oeste do estado. A operação havia sido deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPMG em 10 de setembro de 2024 visando cumprir, simultaneamente, mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão em Lagoa da Prata, Formiga, Belo Horizonte e Francisco Sá.
O caso foi denunciado pela Promotoria de Justiça Criminal de Lagoa da Prata. A operação foi a parte ostensiva de uma investigação complexa, iniciada em janeiro de 2024, que envolveu inquéritos policiais e procedimentos no âmbito do MPMG. A apuração identificou de integrantes de uma organização criminosa responsável por, pelo menos, três roubos a partir da restrição de liberdade das vítimas. Os casos aconteceram em Lagoa da Prata em 25 de janeiro, 22 de fevereiro e 13 de março de 2024.
As investigações mostraram que os crimes eram arquitetados e coordenados por presos da Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte do estado. Durante os roubos, os executores, reunidos em Lagoa da Prata, seguiam orientações em tempo real de indivíduos condenados a centenas de anos de prisão, que cuidavam de estabelecer o modo de execução e indicar as contas bancárias destinatárias do dinheiro roubado.
Os presos se faziam passar por empresários e atraíam as vítimas para uma emboscada em Lagoa da Prata simulando negociações de vendas de bens valiosos (máquinas pesadas, aviões e carretas).
Após a denúncia, a Justiça condenou os quatro executores dos roubos e os dois coordenadores da ação, que já estavam presos em Francisco Sá, no Norte do estado, na época dos fatos, além de mais três rés que auxiliaram na trama delituosa. A pena de um dos executores chegou a 77 anos de reclusão.
Após a deflagração da operação e prisão dos condenados, Lagoa da Prata vivencia diminuição no número de crimes violentos. Se em 2024 foram registrados 43 crimes de roubo na comunidade, dados da Polícia Civil indicam que, em 2025, até o dia 20 de setembro, foram registrados apenas 12 crimes dessa natureza na cidade.
“Como mencionado no próprio nome da operação, a reação em cadeia iniciada após os crimes, com a junção de esforços da Guarda Civil, Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público, culminou com a condenação dos responsáveis por tais atos e, consequentemente, com o incremento na sensação de segurança da comunidade”, avaliou o promotor de Justiça Pedro Henrique Corrêa.
Ministério Público de Minas Gerais
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