História

História de Lagoa da Prata.

Sua origem data do século XIX (1896) e seu fundador foi o Cel. Carlos José Bernardes Sobrinho que deu nome ao município de “Pântano” devido a região alagadiça em que se encontrava na época. Mais tarde passou a ser chamado de São Carlos do Pântano. Em 1923 é elevado a distrito. Seu nome atual origina, segundo crenças, do reflexo do sol nas águas limpas da lagoa que refletiam a cor prateada informada por padres missionários em visita à região.

Criação do Município 27 de Dezembro de 1938
Padroeiro da Cidade: São Carlos Borromeu
Área de 443 km² , clima ameno, altitude que variam entre 620 m e 920 m
Codigo de Endereçamento Postal – CEP – 35590-000
DDD (37)
04 de Novembro – Dia do Padroeiro da Cidade
27 de Dezembro – Aniversário da Cidade

ASCENSÃO HISTÓRICA – LAGOA DA PRATA 
“Em 1789, ao desmembrar-se de Tiradentes, foi criado o município de Itapecerica constituído de 34 distritos (ou divisões) chamados ordenanças do reino. Dentre eles, havia uma parte chamada de Pântano, a 12ª localizada. Outra era Santo Antônio do Monte.

A decadência das minas gerais, na Província, ocasionaram certa evasão de mineradoras à busca do ouro descoberto no outro lado do Rio São Francisco em Goiás Velho e Paracatu. Essa afluência ocasionou o deslocamento de pessoas nas margens são-franciscanas, inclusive buscando a Picada de Goiás – próxima do reduto – e o Pântano começou a ser povoado.

Na Segunda década do século XIX, um português chamado Manuel Novato, ao adquirir certa área rural, perto do lugarejo, construiu um aterro a frente de um brejo, onde uma lagoa foi formada. Eram buscados recursos hidráulicos para atenderem artifícios utilitários.

No ano de 1841, os irmãos Francisco e Alexandre, filhos de Fortunato José Bernardes – vindos de Carmo da Mata (junto a dois outros irmãos: Carlos e Amâncio) – assumem o controle da passagem sobre o Rio São Francisco. Pouco depois, um filho do Francisco, de nome Carlos José (que havia se casado na cidade Oliveira e se tornara viúvo), casa-se com Alexandrina, sua prima, filha do Alexandre, quando edifica um sobrado, próximo à lagoa e passa a morar no palacete que mais tarde tomou o nome de “Museu Dona Alexandrina”. Era 1875.

Anos antes, em 1862, quatro Missionários Franciscanos, liderados por D. Eugênio Maria de Gênova, passando por ali a caminho de dos lugares – objetivo de suas pregações religiosas – viram a beleza da lagoa sem nome e encantados com o panorama, deram-lhe o nome de Lagoa das Pratas, conforme a história registra. Esse nome foi sofrendo alterações a pronuncia até formalizar-se: Lagoa da Prata.

Após ter-se tornado num homem riquíssimo, e até motivando o título de “coronel”, Carlos José Bernardes Sobrinho e dois cunhados: Alexandre e Rodolfo, além de Cirilo Maciel, traçaram certa área urbana, mandando edificar uma capela no centro. Era o Pântano em organização e a chegada do fim do século XIX..
Subitamente morre o Coronel Carlos Bernardes no dia 2 de Janeiro de 1900. Chamado a celebrar a 1a missa na capela ainda em construção, o Monsenhor Otaviano José de Araújo, vigário de Santo Antônio do Monte dá a capela o nome de São Carlos e, numa homenagem ao grande líder desaparecido, conclama o povo a alteração do nome do lugar que passa a chamar-se São Carlos do Pântano.

Em fevereiro de 1916, ao criar-se a via ferroviária da região, foi dado a estação daqui o nome da lagoa. E em fevereiro de 1925 o povoado é elevado á categoria de Distrito quando recebe o nome da estação, noutra mudança à toponímia: Lagoa da Prata.

Com a criação do Bispado de Aterrado, em 1923, no mês de Julho de 1932 o Bispo Diocesano Dom Manoel Nunes Coelho criou a Paróquia de Lagoa da Prata que passa ter São Carlos Borromeu por orago ou protetor.

O Distrito cresce e se desenvolve rápido, justificando-se a sua elevação à categoria de Município. Essa emancipação sonhada e pleiteada acontece no dia 27 de Dezembro, de 1938, quando se desliga, administrativamente, de Santo Antônio do Monte, de que se originara.

Mas é em 11 de Agosto de 1977 que consegue elevar-se à categoria de Comarca que se constitui através dos municípios de Lagoa da Prata e Japaraíba. Criada como entrância inicial, já pode tornar-se intermediária, cuja transformação acontecerá no segundo semestre deste ano com os benefícios naturais à agilização da Justiça.

O desenvolvimento de Lagoa da Prata, conforme IBGE, está sustentado no crescimento demográfico pois ao tornar-se sede do município, em 1938, a cidade só contava com 2.417 habitantes. Em 1950 o número cresceu para 3.148, em 1960 chegou a 6.852 e em 1970 a 12.514. Logo passou a contar com 19.974 em 1980 e 28.116, em 1990. O recenseamento de 1997 apontou a existência de 33.807 almas no município quando se mostrou nem 2% dessa população estar residindo na zona rural e sim quase totalmente compactada na cidade.

Tais números são relevantes ao conceito “progresso”, o que é assaz representativo ao município. E, considerando o seu último índice de crescimento: 2,33% a/a, hoje tem 41.500 habitantes, aproximadamente, o que representa ver-se já, Lagoa da Prata, incluída no rol das primeiras cidades e no 67º lugar dentre os mais populosos e importantes municípios mineiros, apesar de contar com uma área tão pequena: 423km2.”

Silvério Rocha
Escritor