Novembro laranja alerta para o cuidado com a saúde auditiva

Campanha chama atenção para o zumbido, misofonia e hiperacusia, problemas recorrentes em todas as idades.

É comum encontrar pessoas se queixando de zumbido ou ruídos no ouvido. Sintomas que vem ganhando os consultórios médicos e abrindo espaço para novas pesquisas. E foi com esse objetivo de orientar a população que foi criado o “Novembro Laranja”. A iniciativa busca conscientizar sobre a realidade preocupante do aumento de problemas menos valorizados do ouvido (zumbido, misofonia e hiperacusia) em todas as idades.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, o problema afeta 28 milhões de pessoas no Brasil e 278 milhões no mundo. Considerando as pessoas acima de 60 anos, o zumbido pode atingir até 33% da população, ou seja, 1 em cada 3 pessoas nessa faixa de idade. Cerca de 1 em cada 5 pessoas alega que a condição afeta negativamente sua qualidade de vida e/ou saúde funcional.

De acordo com a fonoaudióloga especialista em zumbido, Paula Fernanda Guimarães, o zumbido e intolerância a sons são sintomas dos ouvidos mais vulneráveis a agressões. É necessário investigar suas várias causas e o tratamento precoce pode fazer diferença na recuperação do ouvido e da qualidade de vida.
“Mudar pensamentos restritivos como ‘não há nada a fazer’, ‘não tem cura’, ‘aprenda a conviver’ pode ampliar a atuação profissional e a chance de melhora do paciente”, explica a fonoaudióloga.

Problemas auditivos
Paula explica que o zumbido está relacionado com várias alterações no organismo e não é uma doença, e sim, um sintoma, podendo estar associado a outras enfermidades.

“O zumbido é um som que as pessoas escutam dentro dos seus ouvidos, especialmente nos momentos de silêncio. Os mais comuns se parecem com apitos e chiados. É um sinal de alerta para avisar que há algo de errado nas vias auditivas e que o paciente precisa procurar ajuda profissional”, destaca.

A fonoaudióloga destaca que o problema tem tratamento, e quando antes, pode evitar outras complicações.
“Zumbido tem tratamento e é possível retornar ao paciente a sensação de bem estar e tranquilidade e conforto de ouvir melhor”, enfatiza.

Paula ainda explica que misofonia é a intolerância a sons baixos e repetitivos (mastigação, respiração, pigarro, clique de caneta, chinelos etc) e hiperacusia a dificuldade em ouvir sons mais altos (conversas, música, eletrodomésticos, trânsito, restaurantes etc). Estes sintomas também tem ficado mais comuns e diferente do zumbido são ocasionados por fatores externos.

“Problemas relacionados à audição são complicações cada vez mais recorrentes, com consequências incômodas e que demandam cuidados. Por isso, ao perceber os sintomas, é importante tomar cuidado e procurar o auxílio de um profissional para diagnosticar e tratar”, ressalta.

Campanha
A Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido foi criada em 2006 pela Dra. Tanit Ganz Sanchez, do Instituto Ganz Sanchez, para realizar ações voluntárias de divulgação do assunto durante todo o mês de novembro, período que inclui o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido (11/11). Em 2009, ela passou a ser promovida pelo Instituto. A partir de 2012, recebeu o apelido de Novembro Laranja e passou a crescer em ritmo mais acelerado em território nacional, ainda focada no zumbido.

A partir de 2017, abraçou também a divulgação da Misofonia e da Hiperacusia, dois tipos de incômodos com sons (hipersensibilidade auditiva). Agora, cada um deles tem o seu dia de conscientização: 11 de novembro para Zumbido, 12 de novembro para Misofonia e 13 de novembro para Hiperacusia, todos juntos no Novembro Laranja.


 

Robson Moraes

Robson Moraes Almeida, Farmacêutico, Bioquimico, Retratista e Editor do Lagoa da Prata Ponto Com

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