Borracheiro é preso por estelionato depois de simular furto e postar o fato nas redes sociais

7ª RPM / 63º BPM

ARCOS

Intuito seria arrecadar dinheiro utilizando a boa fé das pessoas

Um comerciante de 34 anos, proprietário de uma borracharia na avenida ‘Doutor João Vaz Sobrinho’, foi preso na manhã desta quinta-feira (10) depois de uma diligência conjunta realizada pela Polícia Militar e Polícia Civil para avaliar a veracidade de um vídeo postado por ele dias atrás. Os policiais constataram que, provavelmente, é falsa a denúncia feita pelo comerciante sobre o furto de várias rodas de liga leve, crime que teria ocorrido na sua borracharia no último fim de semana.

No vídeo, o cidadão afirma que iria fechar o estabelecimento comercial por causa do prejuízo sofrido, usando, inclusive, passagens bíblicas para sustentar sua versão. “Nesse final de semana agora, no feriado, eles me roubaram aqui… rodas de liga leve de clientes. Eu até peço a Deus que toque no coração dessa pessoa que me roubou. Roubaram várias coisas, mas eu estou priorizando as rodas de liga leve, porque roubaram uma de cada carro. E para comprar, eu tenho de comprar o conjunto completo para dar para o cliente. Cada conjunto de liga leve é R$1.800. Eu vou ter que tirar da boca dos meus filhos para repor para os clientes. O que é certo é certo”, afirmou na filmagem, que foi publicada logo em seguida.

Durante os questionamentos feitos pelos policiais ao comerciante, objetivando a identificação e prisão dos autores do furto e a recuperação os produtos levados, foram constatadas várias contradições nas afirmações dele, além da omissão de dados, o que fez com que a versão apresentada e divulgada nas mídias sociais fosse desmascarada. Além disso, ficou evidente a estranheza de o autor não ter procurado a polícia para registrar o boletim de ocorrência.

A comoção social foi tão grande que várias pessoas já haviam se mobilizado, criando um grupo específico para reunir dinheiro e repassar à suposta vítima. Diversos depósitos financeiros de pessoas bem intencionadas já foram feitos na conta dele, mesmo os policiais sugerindo que tal atitude não fosse praticada até a verdade vir à tona.

O autor foi conduzido à delegacia para esclarecimento total do caso, ficando à disposição da Polícia Civil para as providências pertinentes.

Os crimes

Estelionato

Art. 171 (CP) – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis.

Comunicação falsa de crime

Art. 340 (CP) – Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

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ALCO / 63º BPM


Robson Moraes

Robson Moraes Almeida, Farmacêutico, Bioquimico, Retratista e Editor do Lagoa da Prata Ponto Com

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