Amamentação e Volta ao Trabalho

Um assunto bastante comum, porém pouco difundido para as mamães que vivenciam a volta ao trabalho. Costumo brincar que a volta ao trabalho é outro início de “amamentação”. Requer conhecimento, adaptação e acima de tudo,  dedicação.

Importante salientarmos as mães autônomas que retornam ao trabalho em menos tempo que o habitual (4 ou 6 meses de licença), essas mães retornam ao trabalho com carga horária menor do que o de costume, mas também é importante organizar a dinâmica de volta ao trabalho.

O primeiro ponto é iniciar a rotina alguns dias antes, eu digo as mães que  inserir o bebê na nova rotina com 15 dias de antecedência é um bom tempo para adaptação de todos. Adaptação da mãe que ficará sentindo um vazio em deixar o bebê, adaptação da pessoa que irá cuidar do bebê nesse momento de ausência e adaptação do bebê que é o personagem do contexto que melhor se adapta.

Outro ponto que merece atenção é a pessoa que irá ficar com o bebê. Ela é de sua confiança? Acredito que sim, pois, caso contrário você não deixaria sua preciosidade com ela. Surreal você sentar e expor para essa pessoa como é a rotina do bebê, como você gosta que seja e acima de tudo, treinar a mesma para a oferta de leite materno. Eis a questão…

Muitas pessoas se lembram da mamadeira como recipiente para ofertar o leite materno. Mas, ponto crucial de uma volta ao trabalho onde o leite materno será ofertado. O bebê que conhece a mamadeira, poderá ter confusão de fluxo e comprometer a amamentação no peito da mãe. Mas porque? Ao sugar na mamadeira o bebê faz um movimento ao contrário do que ele faz no peito e para o bebê a mamadeira é bem mais fácil para conseguir seu volume lácteo, ou seja, sai um volume lácteo com maior rapidez do que no peito. Sendo assim, esse bebê vai querer amamentar no peito fazendo o mesmo movimento da mamadeira e solicitando aquele tanto de volume lácteo que ele ganha na mamadeira. E, diante do exposto, muitas vezes acontece um desmame precoce.

Outro ponto que merece destaque é a importância da mãe manter as ordenhas no trabalho para que tenhamos volume lácteo e também estimulo na produção de leite.

Lembrando sempre de acondicionar o leite materno ordenhado em condições para que o mesmo possa ser ofertado para o bebê. Armazenar o mesmo em pote de vidro com tampa de plástico (rosca) ou pote de plástico livre de bpa ou ainda saquinho especifico para armazenamento de leite materno. Ao realizar o transporte do pote ou saquinho com leite materno, o mesmo deve estar refrigerado para que não sofra alterações em sua composição química.

O leite materno na geladeira pode ficar até 12h e no congelador até 15 dias. Para ofertar ao bebê, o mesmo deve ser em modo “banho-maria” e jamais micro-ondas.

Compartilhe com as mamães essa informação. Afinal de contas, coisa boa deve ser compartilhada logo.


Vânia Oliveira Amaral
Idealizadora da Baby Care

Instagram @babycareoficiall
http://www.babycareoficial.com.br

           

Robson Moraes

Robson Moraes Almeida, Farmacêutico, Bioquimico, Retratista e Editor do Lagoa da Prata Ponto Com

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